12/09/08
11/09/08
El cantor (Victor Jara)
Venceremos
Desde el hondo crisol de la patria
se leranta el clamor popular,
ya se anuncia la nueva alborada
todo Chile comience a cantar.
Recordando al soldado valiente
cuyo ejemplo se hiciera inmortal
enfrentemos primero la muerte,
traicionar a la patria, jamás!
Venceremos, venceremos,
mil cadenas habrá que romper.
Venceremos, venceremos,
la miseria sabremos vencer.
Campensinos, soldatos y obreros,
la mujer de la patria también
Estudiantes, empleados, mineros,
cumpliremos con nuestro deber.
Sembraremos las tierras de gloria,
socialista será el porvenir,
todos juntos seremos la historia;
a cumplir, a cumplir, a cumplir!
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Músicas
08/09/08
elis e tom - águas de março
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, minho
Resto, toco, oco, inho
Aco, vidro, vida, ó, côtche, oste, ace, jó
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
07/09/08
Apresentação da Noite
...
- é noite dolorosamente noite
nos ossos guardamos a essência do voo e na pele a solidão de muitos caminhos
uma estrada mais nítida tatuou-se-nos na memória
- incrustaram-se nas pálpebras da noite brancas imagens de insónia
reparem
nestas folhas de papel atiradas ao vento
estes rostos carcomidos pela humidade do desejo
este túneis-labirintos de espelhos
esta fuga sempre recomeçada pelos alicerces calcários da cidade
- resta-nos adormecer onde eclode a borboleta
e balbuciar dentro do sonho as palavras que nunca ousaremos dizer
...
Al Berto
- é noite dolorosamente noite
nos ossos guardamos a essência do voo e na pele a solidão de muitos caminhos
uma estrada mais nítida tatuou-se-nos na memória
- incrustaram-se nas pálpebras da noite brancas imagens de insónia
reparem
nestas folhas de papel atiradas ao vento
estes rostos carcomidos pela humidade do desejo
este túneis-labirintos de espelhos
esta fuga sempre recomeçada pelos alicerces calcários da cidade
- resta-nos adormecer onde eclode a borboleta
e balbuciar dentro do sonho as palavras que nunca ousaremos dizer
...
Al Berto
06/09/08
A Naifa - Monotone
Antes de saíres para o trabalho, arrumas à pressa o dia anterior
Para debaixo da cama.
Guardas o coração ainda adormecido bem dentro do teu corpo
E esqueces essa canção que já não passa na rádio
Mas que vive secretamente dentro de ti.
Fechas a porta à chave com duas voltas e sais.
Os teus passos na escada fria soam ligeiros e apagam-se,
Perde-se o rasto, easy listening,
Guardas tudo para ti como um ex-dj...
Assim partes, quase a correr.
Parada junto à passadeira, protegida num gesto ledo
Fixas o olhar na sombra dos carros que passam.
Esperas pelo sábado,
Pelo feriado e as suas pontes,
Pelas férias para ouvires as tuas canções.
Sentes-te longe, silenciosa de luz.
05/09/08
04/09/08
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