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14/06/11
11/06/11
15/02/11
25/12/10
13/12/10
21/06/10
3 músicas de Celeste Rodrigues
Grande senhora do fado e da música portuguesa, a participação dela no último concerto da Naifa foi brutal.
Esta Lisboa
Fado CelesteAmor
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06/06/10
A Naifa - Rapaz a Arder
Está um rapaz a arder
em cima do muro
as mãos apaziguadas
arde indiferentemente à neve que o encharca
Outros foram capazes
de lhe sabotar o corpo
archote glaciar
nunca ninguém apagou esse lume
em cima do muro
as mãos apaziguadas
arde indiferentemente à neve que o encharca
Outros foram capazes
de lhe sabotar o corpo
archote glaciar
nunca ninguém apagou esse lume
08/02/10
22/01/10
Amália, Coração Independente
O Museu Berardo apresenta uma exposição intitulada Amália, Coração Independente, excerto do fado escrito pela própria e intitulado Estranha forma de vida. Esta mostra pretende repensar a fadista através de documentos, pinturas e filmes, entre outros objectos e suportes, e retratar através deles o seu universo, numa perspectiva viva e contemporânea. A exposição será complementada com um núcleo expositivo a ser apresentado na Fundação EDP.
21/01/10
Povo que lavas no rio - Amália Rodrigues (1961)
Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão
pode haver quem te defenda
quem compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não
Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão
Era o vinho que me deste
água pura, fruto agreste
mas a tua vida não
Aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição.
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não
Letra: Pedro Homem de Melo
24/12/09
Fausto - Olha o fado
Eu cá sou dos Fonsecas
Eu cá sou dos Madureiras
De ferro o puro sangue
O que me corre nas veias
Nasci da paixão temporal
Do porto dos vendavais
Cresço no fragor da luta
Numa força bruta
P’ra além dos mortais
Mas tenho muitas saudades
Certas penas e desejos
E aquela louca ansiedade
Como um pecado
Meu amor se te não vejo
Olha o fado
Ora é tão vingativo
Ora é tão paciente
Amanhã é comedor
Hoje abstinente
Mentiroso alcoviteiro
Doce e verdadeiro
Uma vez conquistador
Outra vez vencido
Amanhã é navegante
Hoje é desvalido
Sensual aventureiro
Doido e bandoleiro
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
De olhos pregados nos céus
De cima dos chapitéus
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
E na verdade o que vos dói
É que não queremos ser heróis
Eu cá sou dos Madureiras
De ferro o puro sangue
O que me corre nas veias
Nasci da paixão temporal
Do porto dos vendavais
Cresço no fragor da luta
Numa força bruta
P’ra além dos mortais
Mas tenho muitas saudades
Certas penas e desejos
E aquela louca ansiedade
Como um pecado
Meu amor se te não vejo
Olha o fado
Ora é tão vingativo
Ora é tão paciente
Amanhã é comedor
Hoje abstinente
Mentiroso alcoviteiro
Doce e verdadeiro
Uma vez conquistador
Outra vez vencido
Amanhã é navegante
Hoje é desvalido
Sensual aventureiro
Doido e bandoleiro
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
De olhos pregados nos céus
De cima dos chapitéus
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
E na verdade o que vos dói
É que não queremos ser heróis
22/12/09
A Naifa - Filha de duas mães
26/11/09
08/11/09
Fernando Maurício - Boa noite solidão
Boa noite solidão
Vi entrar pla janela
Teu corpo de negrura
Quero dar-te a minha mão
Como a chama duma vela
Dá a mão à noite escura
Os teus dedos solidão
Despenteiam a saudade
Que ficou no lugar dela
Espalhas saudade plo chão
E contra a minha vontade
Lembras-me a vida com ela
Só tu sabes solidão
A angustia que trás a dor
Quando o amor a gente nega
Como quem perde a razão
Afogando o nosso amor
No orgulho que nos cega
Com o coração na mão
Vou pedir-te sem fingir
Que não me fales mais dela
Boa noite solidão
Agora quero dormir
Porque vou sonhar com ela
Vi entrar pla janela
Teu corpo de negrura
Quero dar-te a minha mão
Como a chama duma vela
Dá a mão à noite escura
Os teus dedos solidão
Despenteiam a saudade
Que ficou no lugar dela
Espalhas saudade plo chão
E contra a minha vontade
Lembras-me a vida com ela
Só tu sabes solidão
A angustia que trás a dor
Quando o amor a gente nega
Como quem perde a razão
Afogando o nosso amor
No orgulho que nos cega
Com o coração na mão
Vou pedir-te sem fingir
Que não me fales mais dela
Boa noite solidão
Agora quero dormir
Porque vou sonhar com ela
03/07/09
A Naifa - Todo o Amor do Mundo
Todo o amor do mundo não foi suficiente,
porque o amor, o amor não serve de nada.
Ficaram só os papéis e a tristeza,
ficou só a amargura e a cinza,
dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos,
a fazer planos não foram suficientes,
e foram demasiados,
porque hoje são como sangue no teu rosto,
são como lágrimas.
Todo o amor do mundo não foi suficiente,
porque o amor, o amor, o amor não serve de nada.
Sei que nos amámos muito,
e um dia quando já não te encontrar em cada instante a cada hora.
Não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver
deitada sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo.
Todo o amor do mundo não foi suficiente,
porque o amor, o amor, o amor não serve de nada.
porque o amor, o amor não serve de nada.
Ficaram só os papéis e a tristeza,
ficou só a amargura e a cinza,
dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos,
a fazer planos não foram suficientes,
e foram demasiados,
porque hoje são como sangue no teu rosto,
são como lágrimas.
Todo o amor do mundo não foi suficiente,
porque o amor, o amor, o amor não serve de nada.
Sei que nos amámos muito,
e um dia quando já não te encontrar em cada instante a cada hora.
Não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver
deitada sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo.
Todo o amor do mundo não foi suficiente,
porque o amor, o amor, o amor não serve de nada.
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