09/02/09
Saída

A Suíça é o único país do mundo em que associações como a EXIT presta assistência aos doentes que, para não prolongar uma dolorosa agonia, pretendem pôr fim às suas vidas, praticando o chamado suicídio assistido.
Há mais de vinte anos que equipas de voluntários acompanham doentes crónicos e portadores de deficiências graves em direção a uma saída que consideram mais digna.
Neste documentário acompanhamos todos os passos e mergulhamos numa dupla intimidade: primeiro, a daqueles que, vivendo uma existência de terríveis agonias, afirmam o seu direito de morrer; depois, a dos membros da EXIT.
A um processo longo e delicado, em que todos enfrentam a morte. Não como um tabu, nem com um fim inaceitável, mas como uma libertação.
Neste documentário acompanhamos todos os passos e mergulhamos numa dupla intimidade: primeiro, a daqueles que, vivendo uma existência de terríveis agonias, afirmam o seu direito de morrer; depois, a dos membros da EXIT.
A um processo longo e delicado, em que todos enfrentam a morte. Não como um tabu, nem com um fim inaceitável, mas como uma libertação.
Numa sociedade que tende a tudo controlar, eles colocam uma questão de ordem íntima: escolher a forma como se quer morrer não será a última manifestação de liberdade que lhes é concedida?
Quem me dera ser onda
de Manuel Rui“Carnaval da vitória é o porco ranis bonito do inundo. Meu pai que lhe trouxe no sétimo andar onde a comissão de moradores é reaccionária porque não quer porcos no prédio e o carneirada Faustino ter kandonga de dendérn e faz kaporroto a cem kwanzas cada búlgaro. Primeiro o nome dele era só carnaval. Depois que a gente ganhou a vitória contra o inimigo o nome ficou carnaval da vitória. (...)Carnaval da vitória é o porco mais bom do mundo porque quando veio na nossa escola a camarada professora deu borla.”
A história passa-se num bairro em Luanda, logo a seguir à independência de Angola e apresenta uma série de peripécias vividas pelos miúdos do prédio e de todo o bairro para salvar o animal de estimação.
A história passa-se num bairro em Luanda, logo a seguir à independência de Angola e apresenta uma série de peripécias vividas pelos miúdos do prédio e de todo o bairro para salvar o animal de estimação.
08/02/09
Não te posso ver nem pintado

Museu Colecção Berardo
Centro Cultural de Belém
De Seg. a Qui., Sáb. e Dom. - 10h às 19h
Sex. - 10h às 22h
Pintura, Vídeo , outros
Etiquetas:
Agenda,
Exposições,
Pinturas
07/02/09
Expo Brique-a-Braque
Lá Fora

Museu da Electricidade
Avenida de Brasília, Central Tejo, Portão Poente, Lisboa
Até 15 de Março de 2009
Horário: Terça a Domingo das 10h às 18h
Mostra 200 obras de várias gerações de artistas plásticos portugueses residentes no estrangeiro, mostra como a identidade portuguesa foi projectada em todo o mundo, atingindo hoje a escala global.
06/02/09
05/02/09
Feira Franca
Rua da Trindade, nº 18 (ao Carmo)
8 Fev. 2009
Das 15 às 20h (entrada livre)
Concerto às 22h (5€) - Djing, Zyryab e Sei Miguel
Cérebros precários
«O uso de bolseiros de investigação como trabalhadores permanentes sem os direitos inerentes a esta condição serve os mesmos propósitos de que a uma qualquer empresa serve o trabalho precário», considera Alfredo Campos (bolseiro), enumerando-os: aumentar a produtividade e os lucros à custa da exploração dos trabalhadores e suster a contestação. (...) É por isso, garante, que muitos investigadores portugueses acabam por ir para o estrangeiro, onde se é «incomparavelmente mais bem pago e se tem mais estabilidade». Para Paulo Martins (bolseiro), fala-se muito da «fuga de cérebros», mas seria mais correcto falar de «expulsão de cérebros».
04/02/09
Despedimentos ilegais
Emigrante
Eu
Não sou rico nem sou pobre,
Não sou nada nem sou tudo,
Não sou ouro nem sou cobre,
Não sou falador nem mudo.
Não sou nascente nem rio,
Não sou mar nem oceano,
Não sinto calor nem frio,
Não sou Deus nem sou tirano,
Não sou lua nem sou sol,
Não sou velho nem sou criança,
Não sou pão duro nem mole,
Desilusão ou esperança...
Nesta ânsia de cantar
Os versos que me consomem,
Só sou poeta a tentar
Dizer o que sente um homem!
Jorge Marques. Filadélfia (EUA). Março 1977.
Não sou rico nem sou pobre,
Não sou nada nem sou tudo,
Não sou ouro nem sou cobre,
Não sou falador nem mudo.
Não sou nascente nem rio,
Não sou mar nem oceano,
Não sinto calor nem frio,
Não sou Deus nem sou tirano,
Não sou lua nem sou sol,
Não sou velho nem sou criança,
Não sou pão duro nem mole,
Desilusão ou esperança...
Nesta ânsia de cantar
Os versos que me consomem,
Só sou poeta a tentar
Dizer o que sente um homem!
Jorge Marques. Filadélfia (EUA). Março 1977.
03/02/09
Se eu pudesse
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
Nelson Cascais 5tet - Radio Beat
Nelson Cascais-bass, Pedro Moreira-saxophone, André Fernandes-guitar, João Paulo-piano, Diogo Moreira-drums
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